Agent Harness Kit.

O Agent Harness Kit é um scaffold instalável para organizar desenvolvimento de software com agentes de código. Ele transforma contexto, decisões, tarefas, verificações e handoffs em artefatos duráveis, para que o trabalho avance sem depender da memória de uma conversa, sem varrer o repositório inteiro a cada pedido e sem cair em loops infinitos de implementação e review.

A instalação pode ser feita com U V, pipx ou pip. Depois, basta executar agent harness install dentro do projeto. O instalador cria uma pasta contida do Kit e adiciona entradas seguras na raiz. O Codex entra por A G E N T S ponto markdown; o Claude Code entra por CLAUDE ponto markdown. Os dois seguem o mesmo contexto, o mesmo grafo e os mesmos contratos neutros.

No primeiro uso, o agente apresenta rapidamente o Kit e inicia uma descoberta antes de propor tecnologia, arquitetura ou design. Em um projeto existente, ele reutiliza evidências já disponíveis. Em uma feature nova, ativa automaticamente uma descoberta focada para esclarecer quem usa, acesso, autenticação, estados vazios, falhas, recuperação e critérios de sucesso. Somente depois da aprovação cria o plano técnico.

Pedidos realmente simples não pagam todo esse custo. Trocar a cor de um botão, corrigir um texto ou ajustar um espaçamento pode seguir direto para o arquivo, com o menor check útil. Quando existe comportamento, regra de negócio, dados, dependências, risco ou impacto maior, o Kit cria uma SPEC executável. Trabalho não trivial recebe um writing plan conciso e tarefas pequenas, normalmente de dois a cinco minutos, com resultado, arquivos permitidos, critérios de aceitação e verificação claros. O agente executa a SPEC; ele não improvisa comportamento ausente.

Mudanças de código e correções de bugs seguem desenvolvimento orientado a testes. Primeiro, um teste significativo falha pelo motivo esperado. Depois, entra o mínimo de código necessário para chegar ao verde. Por fim, o agente refatora dentro do escopo e roda a regressão proporcional. A evidência de RED e GREEN fica registrada no handoff.

No início de uma janela de contexto, em pedidos de retomada ou de status, a ordem é obrigatória: contexto aprovado, PENDING ponto M D e TASK GRAPH ponto M D. PENDING contém decisões e ações humanas e a visão macro do que ainda falta no produto. TASK GRAPH contém ordem técnica, dependências, leases, contextos e execução. O status mostra etapa, progresso, trabalho automático, pendências humanas e técnicas, bloqueios, próxima ação e caminhos inspecionáveis.

O roteamento de modelos agora acontece no dispatch real. Trabalho mecânico pode usar um modelo econômico; implementação normal usa um modelo balanceado; decisões de arquitetura, segurança ou integração difícil podem usar um modelo avançado. O adaptador resolve um modelo e esforço de raciocínio realmente disponíveis, aplica esses valores ao criar a tarefa ou o subagente e registra a resposta da plataforma. Um modelo escrito em um arquivo, sem confirmação do dispatch, não conta como roteamento executado.

No Codex, o Kit também possui dispatch nativo de agentes. Ele escolhe a role neutra, monta somente o pacote de contexto necessário, cria um subagente novo sem herdar a conversa e registra identidade, contexto, modelo, raciocínio e resposta do host. Implementador e revisor permanecem separados. Quando subagentes não estão disponíveis, a implementação usa fallback sequencial explícito; uma review nunca finge independência no mesmo contexto.

Quando duas ou mais tarefas independentes estão prontas e a plataforma comprova capacidade paralela, o scheduler seleciona um lote seguro. Ele respeita dependências, assurance e colisões de arquivos, dispara os subagentes sem esperar um pelo outro e ocupa novamente a primeira vaga liberada. Ramos paralelos só convergem por uma tarefa explícita de integração. Se a plataforma não oferece paralelismo real, o Kit registra execução sequencial em vez de simular concorrência.

Depois que os checks passam, a tarefa é concluída e informada sem esperar aprovação cerimonial. A próxima tarefa pronta pode começar. Uma review independente é lançada automaticamente em contexto novo e avalia a implementação contra a SPEC, não contra o prompt ou a memória do implementador. Existe uma review inicial e, somente se houver bloqueio real, no máximo uma re-review focada na correção e nas regressões relacionadas. Nunca existe uma terceira rodada.

Tentativas de implementação, ciclos sem progresso e expansões de contexto também têm limites por linhagem de objetivo. Trocar modelo, agente, tarefa ou sessão não zera esses contadores. Ao atingir um teto, o agente registra evidências e replana em vez de continuar consumindo tokens sem progresso.

O Kit oferece entrega normal e modo hackathon. No hackathon, a descoberta é comprimida, uma fatia completa e demonstrável vem primeiro, tarefas independentes podem seguir por áreas diferentes e o foco é chegar rapidamente a um M V P testável. Aprendizado pode ser combinado com os dois ritmos, mas somente depois que o usuário aprova o destino exato das notas, como Markdown, Obsidian ou Notion com o conector necessário.

Em repositórios que já possuem regras, agentes ou outro harness, nada é sobrescrito silenciosamente. O Kit usa inventário, proveniência, coexistência com namespace e revisão humana antes de qualquer substituição. Leases são contratos validados, não locks do sistema operacional. O Kit também não concede credenciais, não faz merge, deploy ou publicação sem capacidade e autorização próprias.

Em resumo: instale o Agent Harness Kit, escolha o ritmo, aprove o contexto e deixe agentes especializados trabalharem com SPECs, testes, paralelismo seguro, revisão independente e estado durável até um resultado verificável.
