Em 2010, a Coreia do Sul passou por um inverno extremamente frio. As pessoas não conseguiam ativar os telemóveis, quando usavam luvas, por isso começaram a utilizar salsichas fazendo com que uma empresa tivesse 40% de aumento na venda de salsichas. Mas o que é que as salsichas faziam que as luvas não faziam? Por outras palavras, como é que funcionam os ecrãs táctil? 
Em 1965, foi inventado o primeiro ecrã táctil para ajudar os controladores de tráfego britânicos a atualizar eficazmente os planos de voo. Contudo, a tecnologia era demasiado complicada e dispendiosa para um uso generalizado. Nas décadas seguintes, os engenheiros desenvolveram melhor esta tecnologia e experimentaram tipos alternativos de ecrãs tácteis. Em breve, os ecrãs tácteis resistentes dominaram o mercado. Mas depois, em 2007, a Apple lançou o seu primeiro iPhone. Foi revolucionário, embora funcionasse usando o mesmo princípio do primeiro ecrã táctil: capacitância. Hoje, os ecrãs tácteis capacitivos ou resistivos são dois dos tipos mais vulgares. 
Ambos usam um contributo exterior para completar os circuitos elétricos. Nos materiais condutivos, os eletrões circulam em volta dos átomos, formando uma corrente elétrica. Em contraste com os isolantes, os eletrões nos condutores estão levemente ligados  e circulam facilmente. 
Um ecrã táctil resistivo tem duas camadas. A de cima é um material claro, e flexível — normalmente plástico — enquanto a de baixo é uma coisa rígida, como vidro. Essas camadas estão revestidas por uma substância condutora e estão separadas  por um pequeno espaço. Quando uma coisa empurra com uma certa força, as camadas entram em contacto completando o circuito elétrico. Isso provoca uma mudança na voltagem a que o <i>software </i>da máquina reage. Os ecrãs tácteis resistivos podem ser pouco sensíveis, mas geralmente são baratos e duradouros, por isso, são os preferidos para uso industrial ou de massas. Uma grande maioria dos ecrãs tácteis produzidos em 2007 eram resistivos. Mas nos anos que se seguiram ao lançamento do iPhone, a maioria passou a ser capacitivo. 
Os modelos  individuais variam, mas os ecrãs dos <i>smartphones</i>, hoje, consistem habitualmente num vidro exterior, protetor e isolador e num ecrã LCD por baixo que produz as imagens que vemos. Entre o exterior de vidro e o ecrã LCD há várias folhas. Uma está revestida com linhas de um material condutor e transparente que transporta uma corrente elétrica alternada. Uma delgada camada isoladora  separa estas linhas condutoras de outras que estão organizados em colunas. Uma camada por cima de outra, essas linhas formam uma grelha. Os pontos em que se intersectam chamam-se nodos. A bateria do telemóvel atrai eletrões ao longo da primeira camada de linhas, e alguns eletrões acumulam-se em cada nodo, criando um pequeno campo elétrico. Estes ecrãs chamam-se ecrãs tácteis capacitivos porque os nodos agem como condensadores, armazenando carga. 
Geralmente são mais fáceis de usar do que os ecrãs tácteis resistivos porque interagem diretamente com o dedo, sem ser preciso fazer força. O nosso corpo é um ótimo condutor e está permanentemente a transmitir correntes elétricas. Porquê? Porque cerca de 60% de nós somos água. Embora quimicamente a água pura seja um  isolador, a maior parte da água é impura. A água dentro de nós está carregada de iões — átomos ou moléculas que têm uma carga elétrica líquida. Assim, quando clicamos numa aplicação, o dedo funciona como uma terceira linha elétrica. Interage com o campo elétrico existente, que induz uma corrente elétrica fraca que viaja através do nosso dedo e acaba por voltar ao telefone. Isto altera a quantidade de carga mos nodos afetados. E as medidas de voltagem ao longo da segunda camada de linhas dizem ao microprocessador do telemóvel  qual a parte do ecrã que foi tocada. 
Contudo, se tentarem usar um <i>smartphone</i> com as mãos molhadas ou com luvas, provavelmente vão ter dificuldade. Ambas interrompem a ligação elétrica entre o dedo e o telemóvel. Se a água contaminar o ecrã, pode desencadear vários nodos e o telemóvel pode atuar como se tivéssemos tocado em vários locais ao mesmo tempo. Por outro lado, as luvas são isoladoras, por isso a carga não tem para onde ir. Entretanto, os objetos que conduzem a eletricidade tão bem como um dedo — como a casca da banana e algumas carnes processadas — podem ativar o ecrã, um saber que podemos usar se tivermos um problema. 
