Soa simples, só têm de consumir 100% de energia renovável no vosso negócio. Mas envolve muitos detalhes e é exigida muita experiência na indústria para realmente compreender não só quanta energia estão a consumir nas diferentes partes do negócio, como também qual é a forma melhor e mais rentável de levar nova energia eólica e solar para as redes mundiais. É complicado, e nem todos têm a oportunidade de formar uma equipa de especialistas em energia. Tudo se resume à oportunidade de fazer parcerias. 
[In The Green: O Negócio da Ação Climática] 
[Apresentado por: TED Countdown A Promessa Climática] 
[Chris Roe; Empresa: Amazon; Local: EUA] 
Se pararem um segundo e pensarem na Amazon, 
é uma empresa bastante complicada. Gerimos centros de dados, centros de distribuição, armazéns, gabinetes comerciais, mercearias, e cada um destes setores diferentes tem um diferente conjunto de desafios que queremos enfrentar. 
Definimos uma meta de chegar a 100% de energia renovável até 2030. Começamos por fazer perguntas como: “Quanta energia usámos na Índia no ano passado, no mês passado ou ontem?” Compreender o nosso uso em diferentes alturas e regiões, e comparar isso aos pontos onde estão disponíveis projetos solares e eólicos nos quais poderíamos investir e depois ver onde podemos ser um catalisador para levar nova energia limpa às redes em que temos atividade. Depressa percebemos que era impossível fazermos tudo sozinhos. 
Precisávamos de incentivar a ação coletiva de toda a economia, por isso lançamos “A Promessa Climática”, que é precisamente isso, uma promessa, um compromisso de chegar às zero emissões em sintonia com a ciência climática, um convite para as parcerias e um apelo à ação coletiva para que outras empresas se juntassem a nós nesta aventura. 
Quando estabelecemos a nossa segunda sede em Arlington, Virgínia, pensamos: Como é que vamos consumir 100% de energia renovável nestas instalações? Conhecemos o Condado de Arlington e percebemos que eles também se comprometeram a consumir, nos edifícios públicos, bem como em toda a comunidade, 100% de energia renovável, ao longo do tempo. Essa parceria imediata permitiu que nos uníssemos e disséssemos: “Que opções podemos explorar em conjunto para trazer novas energias renováveis para Arlington?” 
Parámos um segundo e avaliámos: 
Qual será o consumo destas instalações? Qual será o consumo das mercearias Whole Foods locais, e dos nossos centros de distribuições? Somámos tudo isso e falámos com o condado para fazer essas mesmas questões: Quanta energia vão precisar para alcançar as metas de energia limpa? E combinámos todos esses números e fomos ao Dominion, o fornecedor de energia local, pedir uma central solar de 120 megawatts para atender às nossas necessidades. Conseguimos chegar a um acordo que permitiria ativar essa central solar de 120 megawatts que eventualmente chegaria à rede que dá energia aos edifícios públicos, às lojas da Amazon, bem como às novas instalações em Arlington. 
No início desta aventura, estávamos a consumir 42% de energia renovável em 2019. Avançando para o presente, consumimos 85% de energia renovável por todo o mundo. Temos a oportunidade de acelerar esse compromisso de chegar aos 100% de energia renovável em 2025 em vez de 2030. 
Há mais trabalho a fazer, mas as medidas que já tomámos para potenciar a energia renovável servem de modelo para sabermos como enfrentar outras partes da crise climática que ainda faltam resolver: Como é que descarbonizamos o betão dos edifícios? Como é que consideramos a aviação numa perspetiva de carbono neutro? Como é que sabemos o consumo dos nossos edifícios, e a que nível temos de chegar para atingir as nossas metas? 
A Amazon quer chegar às zero emissões porque não temos outra opção. A ciência climática é clara. Precisamos de parcerias para levar a mudanças numa escala que consiga mesmo expulsar o carbono da economia mundial. E foi isso que levou à “Promessa Climática” e ao apelo à ação para resolver a crise climática. 
