Al Gore: A COP26 — a Conferência das Nações Unidas sobre a alteração climática — reúne todas as nações do mundo para negociarem uma ação coletiva para resolver a crise climática. 
Christiana Figueres: A COP26, que é a que está quase a começar, em  Glasgow, é a 26.ª vez que os governos se reúnem para fazer o ponto da situação quanto ao Acordo de Paris. Precisam de se sentar à volta da mesa para relatar uns aos outros o que têm feito desde Paris, e, acima de tudo, para se comprometerem quanto aos esforços que vão fazer nos próximos cinco a dez anos — a década mais decisiva na história da Humanidade. 
Rev. Lennox Yearwood Jr.:  Bem, a primeira coisa da COP26 que o espetador comum vai encontrar é que há muitas siglas. Infelizmente, há um agora, o IPCC — o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas — publicou um relatório que dizia que tínhamos 12 anos. Isso foi há três anos e meio. 
Gonzalo Muñoz: E a COP26 também é uma COP que foi afetada, positivamente, digo eu, pelos dois últimos relatórios do IPCC. A ciência falou bem alto em outubro de 2018 com o relatório dos 1,5 graus do IPCC. E há apenas uns meses, recebemos um sexto relatório, em agosto, que foi denominado de código vermelho para a Humanidade. Estes dois relatórios permitem-nos compreender a importância de acompanhar a ciência e o enorme risco que corremos, se não acompanharmos a ciência, como indicado nesses relatórios. 
CF: Os compromissos que virão a ser feitos na COP26 são criticamente importantes porque nos dirão se estamos no caminho certo do objetivo que tem de ser alcançado até 2030, que é reduzir as emissões globais do estado atual para metade. 
Xiye Bastida: A linguagem não é a linguagem do dia-a-dia, e é o nosso trabalho, como ativistas, de sermos comunicadores da ciência e das decisões que são tomadas dentro destas paredes. O envolvimento dos jovens é muito importante porque trazemos o elemento da urgência. E penso que incluir vozes indígenas é crucial, porque o conhecimento indígena e a filosofia indígena de cuidar da Mãe Terra como ação recíproca faz parte da mudança de paradigma que precisamos de alcançar. 
GM: Cada um de nós pode e deve definir ações em escalas diferentes. Não só os líderes políticos, os líderes empresariais, as entidades financeiras, todos os que têm a capacidade de tomar uma decisão, os tomadores de decisões, têm a oportunidade única de fazer parte do desafio mais importante que enfrentámos como espécie. 
LY Jr.: Espero e rezo  para que não percam a esperança. Vi que alguns de vocês querem parar. Não parem, não desistam, não se rendam. Lutem até ao fim. O que quer que façam, continuem a lutar por este planeta. 
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